Seguidores

Wikipedia

Resultados da pesquisa

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Um Amigo Verdadeiro.

Um amigo verdadeiro
Sempre que Rogério sai de casa, esquece-se de alguma coisa. Quando se lembra, já é tarde demais.
E o que é que Rogério faz? Absolutamente nada. Só pensa: “Ainda bem que tenho o João”.
O João é o seu melhor amigo, um amigo a sério, um amigo com quem se pode contar.
O Rogério sabe muito bem o que é um amigo com quem se pode contar. Sempre que ele se esquece de alguma coisa, é o João que o livra de apuros.
O Rogério vai para a escola sem sapatilhas.
— Logo vi que ias esquecer-te! — diz o João, tirando um par de meias grossas do saco de ginástica, que entrega ao Rogério.
O Rogério chega ao parque sem bola.
— Logo vi que ias esquecer-te!
O João tem escondida atrás das costas a sua própria bola, que lhe estende.
O Rogério vai com o João à feira popular e não leva dinheiro na carteira.
— Logo vi que ias esquecer-te! — E como não se pode andar no carrocel sem pagar, o João tira uma moeda do bolso.
E é assim dia após dia: o Rogério esquece-se sempre de alguma coisa, o João, nunca… ou será que não?
Não. O João esquece-se sempre dos lápis de cera. Não adianta esforçar-se por fazer a pasta a tempo e horas. Quando chega a aula de desenho, o João não tem os lápis de cera na pasta.
O Rogério sabe que o João se esquece sempre deles, e por isso ele, Rogério, pode esquecer-se de tudo o que há no mundo, só não se esquece dos lápis de cera.
Estão na aula de desenho. O Rogério tira os seus lápis da pasta e põe-nos em cima da carteira. O João volta a ficar corado de vergonha porque deixou os lápis em casa, no quarto.
Então, o Rogério sorri e tira da pasta outra caixinha de lápis de cera, que pousa em cima da carteira do João.
— Logo vi que ias esquecer-te! — diz ele a sorrir.

Blondie Chicken

It was once a red hen, who lived with her chickens on a farm.
One day she realized that the corn was ripe, ready to be harvested and turn a good food.
The red-haired chicken had the idea to make a delicious corn cake. All would like!
It was a lot of work: she needed enough corn for the cake.
Who could help harvest corn on the cob in the foot?
Who could help thrash all that corn?
Who could help grind corn to make corn flour for the cake?
Thinking about the redhead chicken found your friends:
- Who can help me harvest the corn to make a delicious cake? - I do not, said the cat. I'm too sleepy.
- I do not, said the dog. I'm very busy.
- I do not, said the pig. I just had lunch.
- I do not, said the cow. It's time to play outside.
Everyone said no.
So the redhead chicken was preparing it alone: ​​harvested the grain, threshed corn, milled flour, prepared the cake and put in the oven.
When the cake was ready ...
That good smell cake was making friends arrive. Everyone was salivating.
Then the redhead hen said:
- Who was it that helped me to harvest the corn, prepare the corn to make the cake?
Everyone was very quiet ones. (No one had helped.)
- So who will eat the delicious corn cake I am me and my chicks only. You can continue to rest looking.
And so it was: the hen and her chicks took the party, and none of the lazy invited.

Cachorrinhos Para A Venda.

Cachorrinhos para venda
Um rapazinho olhou para o letreiro d loja onde estava escrito: “Vende-se cachorrinhos.”
— Por quanto vai vender os cachorrinhos? — perguntou.
— Entre 30 e 50 euros — respondeu o dono da loja.
— Tenho 2 euros e 37 cêntimos — disse o rapazinho. — Posso vê-los?
O dono da loja sorriu e assobiou, e do canil saíram cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos ia ficando bastante para trás. O rapazinho viu imediatamente o cachorrinho atrasado que coxeava, e disse:
— O que é que tem aquele cãozinho?
O dono da loja explicou que ele não tinha o encaixe da anca e que seria sempre coxo. O rapazinho ficou entusiasmado:
— É esse cãozinho que eu quero comprar.
O dono da loja comentou:
— O cão não está à venda. Se o quiseres, dou-to.
O rapazinho ficou muito aborrecido. Olhou bem nos olhos o dono da loja e disse:
— Não quero que mo dê. Esse cãozinho vale cada cêntimo, tal como os outros, e vou pagar o preço total. Vou dar-lhe 2 euros e 37 agora e 2 euros por mês até o ter pago.
O dono da loja insistiu.
— Não podes querer comprar este cãozinho. Nunca vai conseguir correr e saltar contigo como os outros cães.
A isto, o rapaz respondeu, baixando-se e levantando a perna da calça. Mostrou em seguida a perna esquerda muito torta e defeituosa, presa por um grande aro de metal. Olhou para o dono da loja e respondeu suavemente:
— Eu também não corro lá muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o compreenda!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Notificando!

 amanhã estréia uma Pasta Nova no Blog dedicado para as pessoas de outros paises, como Espanha, Estados Unidos e outros, tenham uma ótima noite e fiquem com Deus.

Especial- Canal Do Youtube: Assombrado.



Especial- Canal Do Youtube: #01/ Caracol Raivoso


Aviso! Especial- Canal Do Youtube.

Teremos também o Especial- Canal Do Youtube com Quatro ( 04 ) videos na sequência do mesmo canal espero que gostem.

Video Blog- Três Histórias De Terror Do Mcdonalds.


Aviso!- Agora Teremos, Video Blog.

No dia que eu estiver tempo, postarei aqui no blog o Video Blog.

Com contos e histórias assustadoras ou de diversos tipos.

Postarei também, Relatos reais de assombração e algo do tipo, mais calma não vai ser,
só isso não, teremos também lindas histórias de amor e contos de fadas para as Crianças.

Então é isso pessoal um grande abraço pra todos Bye Bye, e até daqui a pouco.

Video Blog- Histórias De Terror.



Espiritos Afogados De Scott Nicholson.

Tradução de Flávia Assis

Copyright ©2010 Scott Nicholson

Publicado por Haunted Computer Books

Smashwords edition




Lá fora, enquadrado pela janela, o mar. A língua do oceano lambe a costa

como quem mexe numa velha cicatriz. Nuvens pesadas e cinzentas pairam no

céu, jogadas umas contras as outras pela ameaçadora fúria da natureza. À

distância, uma pequenina vela branca, ou talvez uma gaivota desamparada,

distante demais para voltar à terra.

Espero que seja uma gaivota.

Porque ela pode vir dessa maneira, vinda do nascente cor de lavanda.

Pode se erguer dos renitentes campos arenosos por trás da casa, ou se infiltrar na

árvores prateadas, mais além. Ela pode chegar mil vezes, em mil cores

diferentes, de todas as direções.

Eu quase consigo ouvi-la, os passos leves na escada, o sussurro das rendas

rotas, o ruído dos ossos da mão deslizando rapidamente pelo corrimão.

Quase.

Não é o medo que cola meus braços e pernas à cadeira, pois sei que ela

não quer a morte como vingança. Ah, se fosse assim tão fácil pagar meus

pecados.

Na verdade, temo o momento em que ela aparecerá diante de mim,

quando seus olhos suplicantes olharão através dos meus e seus lábios perdidos se

abrirão numa pergunta.

Ela vai perguntar por quê, e, que Deus me ajude, eu não terei resposta.

Cheguei a Portsmouth para fazer uma matéria para o caderno de viagem

de uma grande revista. Na minha carreira, aprendi a não amar nenhum lugar e a

gostar de todos, pois os editores querem entusiasmo no texto. Assim, nem a

vastidão e a beleza gelada das montanhas Rochosas, nem os úmidos desfiladeiros

dominados por sequoias do Oregon, nem os flamejantes tons pastéis dos desertos

do sudoeste, nem as antigas e acolhedoras curvas dos Apalaches, nem as grandes

planícies douradas no centro do país conquistaram lugar mais especial no meu

coração do que qualquer outra região dos Estados Unidos. Na verdade, em

grande medida, as impressões que formei sobre esta terra e seu povo vieram de conversas superficiais e paisagens emolduradas por janelas de aviões, trens e,

ocasionalmente, de táxis e navios.

Por isso, as Outer Banks não me eram nada especiais quando cruzei a baía

de Pamlico de ferry boat para chegar a Ocracoke. Ao norte ficava o histórico

farol do cabo Hatteras, o mais alto do país, que estava sendo removido de sua

base erodida ao custo de milhões de dólares. Cheguei a pensar em parar lá e

cobrir a remoção para tentar vender outra reportagem, mas as matérias para a

revista sempre têm prioridade sobre trabalhos como freelancer, porque nunca é

bom trocar o certo pelo duvidoso.

Assim sendo, rumei para a lúgubre Portsmouth. Em Ocracoke, encontrei

o homem que deveria me levar àquela cidade. Quando entrei no pequeno barco

com mochila e duas bolsas, com o laptop e a câmera embalados como proteção

contra a maresia, o barqueiro me olhou com desconfiança.

— Quanto tempo você vai ficar? — Perguntou ele, cuja face vincada

estava tão maltratada pelo tempo quanto o casco do navio.

— Três dias, embora estejam me pagando por sete — respondi. — Por

quê?

— Se me permite a ousadia, você não parece ser do tipo que aguenta

ficar sem conforto. ― Sob a viseira do boné, seu olhar agitado mudava

constantemente de mim para a enseada, depois para o céu e para a confusão da

doca.

— Eu me viro — respondi, nada satisfeito com a descrição que o velho

lobo do mar fizera de mim. É verdade que eu me sentia mais em casa num hotel

três estrelas do que numa barraca de camping, mas fazia minhas caminhadas e

tentava ficar só um pouco acima do peso, como a maioria dos americanos de

meia-idade.

O homem olhou para o mar, na direção de Portsmouth.

— Ela é dureza, se estiver de ovo virado — alertou, para logo jogar o

manete para a frente e desencostar o barco do cais aos borbotões, em meio a

uma neblina oleosa.

Ficamos sem falar por alguns minutos, enquanto eu me deixava ficar na

proa batida pelas ondas e Ocracoke encolhia atrás de nós. O silêncio foi

interrompido pelo grito do barqueiro, mais alto do que o barulho do motor:

— Espero que você tenha trazido repelente!

— Por quê? — Perguntei, enquanto os jatos de água do mar criavam uma

película grudenta na minha cara.

— Os insetos vão comer você vivo.

— Será que não me emprestam um vidro no posto da guarda florestal? —

Repliquei.

O homem riu, e sua cabeça se enfiou para dentro do pescoço como se ele

fosse uma tartaruga marinha.

— Não tem guardas florestais por lá. Não nesta época do ano.

— Como assim?

— É a temporada de furacões. Bom, por causa disso e dos cortes de

verba. O governo não tem nada a ver com a ilha. Lugares assim deveriam ficar

em paz.

As informações que me passaram deviam estar erradas. Portsmouth

estava sob a administração do Serviço Nacional de Parques desde que os últimos

habitantes deixaram a ilha 30 anos antes. Um assistente editorial me garantira

que, durante a minha estadia, pelo menos dois guardas florestais estariam de

serviço, instalados em um posto equipado com um rádio de ondas curtas movido

a bateria e dotado de suprimentos de emergência. Foi por essa única razão que eu

havia concordado em fazer uma matéria num lugar tão desolado.

Mais uma vez, insultei em silêncio a falta de cuidado dos assistentes

editoriais.

— A previsão é de tempo bom — disse eu, sem deixar o barqueiro

antever qualquer preocupação minha.

— Você vai ficar bem. Pelo menos no que diz respeito ao clima. Ainda

assim, às vezes elas surgem de repente.

Olhei para o infinito mar azul. O horizonte estava deserto, num cenário

muito diferente do glorioso passado da navegação daquele lugar. Em minhas

pesquisas, descobri que a enseada fora uma das primeiras grandes rotas

comerciais para o Sul. Décadas antes da Revolução Americana, navios

fundeavam perto do canal raso e descarregavam mercadorias em barcos

menores, que então distribuíam a carga entre as cidades situadas ao longo da

costa. Estimulada pela indústria naval, Portsmouth cresceu e se desenvolveu

sobre aquelas lúgubres areias branco-acinzentadas.

— Muitos naufrágios por aqui? — Perguntei, mais para manter o homem

falando do que para preencher qualquer lacuna no meu conhecimento.

— Tantos que nem dá para contar. Tem de tudo, desde galeras de três

mastros até cargueiros de ferro. Uns desses hippies mergulhadores de Wood Hole

disseram que viram um submarino alemão afundado, mas eu acho que eles

tinham fumado um cigarrinho do capeta.

— Então as águas não são muito profundas aqui?

— Depende do movimento da areia de um ano para outro. Podem ser

cinco metros, podem ser trinta. É por isso que os grandões não passam mais por

E é por isso que Portsmouth morreu. Com a enseada cada vez mais rasa,

os navios já não queriam correr o risco de encalhar ou até mesmo romper o

casco nos recifes. A cidade tentou se adaptar às dificuldades e se tornou uma

base para equipes de navios de resgate, no final do século XIX. Muitos marujos

da cidade morreram em tentativas inúteis de resgate de pessoas e de carga.

Foi então que os navios deixaram de vez a região e os moradores

deixaram a cidade, família por família. A população encolheu dos 700 habitantes

dos tempos áureos para poucas dezenas na década de 1950. Os mais teimosos

nativos de Portsmouth permaneceram na terra natal apesar da falta de

eletricidade, da oferta irregular de alimentos, do serviço de correio intermitente e

da escassez de médicos e professores. Mas mesmo os mais empedernidos

finalmente desistiram e se mudaram, em busca de uma vida mais segura e

menos difícil, deixando para trás uma cidade fantasma, cujos prédios

permanecem praticamente intactos.

— Aí está ela — anunciou o barqueiro. Apertei os olhos para me proteger

dos borrifos d’água e enxergar a fina faixa de terra que surgia lentamente. A

praia era linda, porém desolada. O burburinho das gaivotas era o único

movimento além do vaivém das algas. Dunas baixas se erguiam além da praia

de areia branca.

— Muitos naufrágios aconteceram ao longo desse trecho — comentou o

barqueiro.

— Eu li que antigamente os marinheiros iam para o mar durante os

furacões para resgatar a tripulação de navios afundados.

— Eram homens de coragem — concordou ele. — Afinal, o sujeito tinha

que ser muito corajoso ou muito doido para fincar raízes aqui. Minha família é

daqui, mas eles saíram na época da Primeira Guerra, quando os lucros eram

bons. Mas ainda tem um monte de parentes meus na ilha.

Fiquei confuso.

— Pensei que a cidade estava abandonada, que só sobraram guardas

florestais.

Ele deu uma risada que lembrava o som de um golfinho.

— Eles estão embaixo da terra, nos cemitérios. Ficaram no lugar onde

foram enterrados.

O barqueiro manobrou o barco na direção de uma doca semidestruída,

pouco mais que algumas estacas pretas saindo das águas rasas. O motor

começou a rosnar à medida que ele diminuía a velocidade. Quando chegamos ao

lado da doca, ele amarrou o barco com mãos que lembravam patas de

caranguejo e eu pulei para cima das tábuas podres e escorregadias.

— Você já voltou? — Perguntei. — Para dar uma olhada nas coisas e

passar pelas casas em que os seus parentes moraram?

Ele ficou estudando o torvelinho de espuma e balançou a cabeça.

— Nunca. É melhor deixar o passado morto e enterrado. É melhor você

não se esquecer disso.

O barqueiro me passou a bagagem e pensei que ele poderia ao menos me

ajudar a carregá-la até terra firme. Doce ilusão, o sujeito não saiu de perto do

leme.

— Você me pega aqui na sexta, às quatro horas? — Perguntei.

Ele fez que sim, sem me olhar nos olhos.

— Se não tiver furacão, estarei aqui.

— O pagamento chegou direitinho?

Eu sabia que revistas às vezes demoravam eras para fazer pagamentos e

não queria que a minha passagem de volta ao continente fosse cancelada. Aquele

homem era meu único elo com a civilização, a menos que eu conseguisse entrar

no posto e usar o rádio de ondas curtas.

— Tudo certo com o dinheiro — respondeu ele. — Imagino que essa é a

única razão para você estar fazendo isso.

— Até é, mas também estou curioso. Não existem muitos lugares como

este, onde você pode se perder no tempo.

— É, mas não vá se perder demais. Voltona sexta. Fique fora das casas e,

pelo amor de Deus, não entre nos cemitérios de jeito nenhum.

O barqueiro desamarrou o barco e se afastou da doca. Depois, virou o

leme do barco até ficar de costas para mim. Acenei, mas ele não se virou. O

barco já havia sumido de vista quando consegui carregar todas as bolsas até as

colinas de areia que protegiam a ilha dos piores ventos.

Quando cheguei ao topo das dunas, as casas mortas de Portsmouth se

esparramaram à minha frente. Tinham o mesmo tom branco-acinzentado da

areia, pois a pintura das casas coloniais fora descascada por décadas de erosão

natural pela areia. Ficavam a dezenas de metros de distância umas das outras e

todas se erguiam alguns metros acima do chão, sustentadas por pilastras de

concreto ou tijolo. Carvalhos e pinheiros raquíticos preenchiam os imensos

espaços entre as construções. Deixei as malas na primeira varanda que

encontrei, numa casa de três andares que era a mais alta da ilha.

Não acreditei na conversa do barqueiro de que não havia ninguém na ilha.

Mesmo que os postos da guarda florestal estivessem abandonados, devia haver

alguns campistas ou marinheiros de passagem por lá. Eu não achava que alguém

fosse roubar meu equipamento, mas o laptop valia alguns milhares de dólares e,

se alguém pegasse meus suprimentos, não daria para andar até uma loja de

conveniência e comprar mais.

Apesar dos avisos, entrei na casa. As tábuas de pinho, velhas e escuras,

rangiam sob meus pés. A sombra era um alívio para o sol inclemente do verão e

as janelas estreitas transformavam em reconfortante brisa o vento cruel do lado

de fora. Os muitos cômodos do térreo estavam vazios. Encontrei a escada à

esquerda do vestíbulo e subi os degraus ressequidos. No segundo andar, havia

duas cadeiras velhas, uma delas de balanço. Em seguida, explorei o terceiro

andar, que não passava de um sótão triangular. A vista da única janela era

espetacular: além da cidade quase toda, também via-se ambos os litorais, o

voltado para o Atlântico e o voltado para o continente, pois a ilha não chegava a dois quilômetros de largura. A janela também tinha um pequeno peitoril onde eu

poderia apoiar o laptop e escrever. Decidi fazer daquele cômodo o meu quartel-
general durante minha curta visita.

As regras do parque permitiam que os visitantes entrassem nas casas, mas

era proibido permanecer nelas. Costumo respeitar normas, mas, se até os

guardas florestais largaram o lugar à mercê dos elementos, concluí que era meu

direito de desabrigado ficar ali, considerando que eu mesmo era uma força da

natureza. Além disso, depois que o meu artigo fosse publicado, o interesse

renovado pelo local poderia gerar mais divisas para o Serviço de Parques

Nacionais, graças às taxas pagas pelos novos visitantes. Uma boa publicidade não

faz mal algum na hora da dotação orçamentária.

O sol se escondia rapidamente atrás da linha do horizonte. Guardei os

suprimentos num armário escuro e sem portas, carreguei a cadeira de balanço

para o terceiro andar e sentei em frente à janela para descansar. Olhei para

baixo e imaginei como seria a cidade 150 anos antes, com a movimentação

comercial a beira-mar, crianças correndo pelas ruas arenosas e irregulares,

mulheres em vestidos longos cuidando de seus afazeres. Talvez um ou dois

cavalos, certamente não mais que isso, puxassem carroças carregadas com

produtos dos navios mercantes, barriletes de água, grossos rolos de corda e sacas

de farinha de trigo e de milho. Eu quase conseguia ouvir os gritos e cantos dos

marinheiros que carregavam e descarregavam os escaleres.

O cemitério ficava atrás de um carvalho envergado pelo tempo. Algumas

das lápides estavam caídas e os poucos anjos e cruzes que ainda resistiam ao

vento estavam bem desgastados e esburacados. Lembrei-me das palavras do

barqueiro, que dizia para evitar cemitérios. Nada, porém, escrevia melhor a

história de um lugar do que os nomes e as datas de seus mortos e eu sabia que

não resistiria a uma visita.

Não sei se cochilei, embora eu raramente durma antes do sol se recolher,

mas o fato é que, quando dei por mim, estava andando pelo cemitério, pés

descalços contra a grama dura. O céu estava de um azul profundo e caminhava

para um crepúsculo quase sem estrelas. A brisa do mar gemia entre as lápides de

mármore e o ar tinha gosto de sal e algas e madeira de navio.

Ela surgiu do nada, tão branca quanto a areia. O cabelo escuro escorria

por sobre o lindo rosto e os olhos negros eram um contraste à pele. O elegante

vestido de estilo vitoriano era branco, de mangas longas e cintura alta, com todos

os arremates em renda. Saiu das sombras e estendeu as mãos.

Era jovem, tinha uns dezoito anos, mas seu corte do cabelo não tinha nada

de moderno. Por um instante, pensei que ela estivesse em uma festa à fantasia

com os amigos na praia, todos reunidos em torno da fogueira com violões e vinho

e risadas antes de formarem pares e transar na areia. Depois percebi que sua

expressão estava séria demais para alguém que vinha da farra.

— Senhor, por favor, houve um naufrágio na baía — disse ela com voz

trêmula, porém forte. — Pode ajudá-los?

— Como?

— Eles estão naquela direção — insistiu, apontando nervosamente para o

leste. — O Walker Montgomery afundou com quarenta marujos a bordo, senhor.

Nossos homens foram resgatá-los nos botes a remo, mas receio que eles também

estejam em perigo. Partiram há muito tempo, senhor, muito tempo mesmo.

Os olhos dela se encharcaram de lágrimas sob o brilho da lua amarelada.

Balancei a cabeça, com certeza alguém estava me pregando uma peça. Devem

ter me visto e se aproveitaram do isolamento às minhas custas. Eu tinha certeza

de que os amigos dela surgiriam da escuridão gargalhando estrepitosamente e

me convidariam para beber com eles.

Mas ela mantinha os olhos fixos, belos olhos assombrados que me feriram

como arpões. Não havia nenhuma alegria neles. Ela segurou meu braço; seus

dedos estavam frios.

— Ajude-os — suplicou. — Ajude-o.

— Quem? — Perguntei estupidamente.

— Meu Benjamin. No leme do barco de resgate principal.

— Eu... Eu não estou entendendo.

Ela puxou a manga da minha camisa, os olhos escondidos pelos cabelos.

— Há outro barco na beira da baía — disse ela. — Talvez, se remarmos

juntos, consigamos chegar a eles a tempo. Depressa, por favor, antes que a

tempestade leve todos.

Não havia tempestade. As ondas quebravam na costa, com o som eterno

e suave da arrebentação. O vento mal daria para sustentar uma pipa. Entretanto,

havia algo na voz dela que fazia meu coração bater mais rápido, ao mesmo

tempo em que fazia meu sangue gelar. A lua foi subitamente engolida por nuvens

― Siga-me ― disse ela, seguindo em frente, por entre as lápides, para a

escuridão.

Fiquei onde estava, e então virei-me para ver o casarão onde estava

acampado. Uma luzinha brilhava fraca, talvez a vela que eu usara para ler.

Quando me dei conta, ela havia sumido. Corri algumas centenas de metros pela

areia, mas não a encontrei.

Só então os ventos se aceleraram, as nuvens se abriram e a luz da meia-
lua banhou a praia. A baía parecia deserta e monótona. Não havia qualquer sinal

da dama de branco, nem mesmo pegadas na areia molhada.

Ainda que um tanto desconcertado, finalmente consegui voltar à casa.

Subi ao quarto onde eu havia estendido o saco de dormir e deixado meus livros e o laptop. A vela queimara até a metade. Devo ter ficado horas na praia.

Entorpecido, me arrastei para dentro do saco de dormir e me refugiei no sono,

inquietado pela imagem daquele belo rosto.

Pela manhã, ri de meus sonhos estranhos e gastei mais uma parte dos

meus suprimentos. Abri uma lata de sardinhas e comi uma maçã, e depois passei

uma hora debruçado sobre o laptop, registrando minhas impressões sobre o

desembarque de ontem. Satisfeito por haver começado a pagar o investimento da

minha editora, vesti um short e uma camisa leve, e fui para o coração da cidade-
fantasma.

Caminhando por entre casas vazias e janelas bloqueadas, tive a sensação

de que havia olhos me observando. Cheguei até a gritar um inquisitivo “alô!”,

ainda não convencido de que a ilha estava completamente desabitada. Não obtive

resposta, exceto pelo grito fúnebre das gaivotas.

Encontrei o posto da guarda florestal, que estava lacrado, portas e janelas

protegidas por barras de aço. Ao lado do posto havia uma construção que julguei

ter sido um armazém, pois havia bancos e um cocho de água no pátio de entrada,

e ganchos e suportes enferrujados cobrindo toda a fachada. O interior, no

entanto, estava desolado. Passei pelo balcão desabado e cheguei aos fundos do

galpão, que terminava em um píer.

Empurrei o portão empenado e segui para o final do píer. O Atlântico se

abriu perante mim, glorioso e salpicado de milhões de brilhantes. Observei a

barreira de dunas do outro lado da baía, a quatrocentos metros de distância, e

logo me lembrei da noite anterior. Por um instante, vi um pequeno veleiro de

anteparas destroçadas, a proa voltada para o sol, as velas como fantasmas

esfarrapados. Em um piscar de olhos, a ilusão sumiu. Ri sozinho, embora marcas

de suor tenham brotado na minha camisa.

O temperatura estava subindo rapidamente e, como o mar estava calmo,

tirei a camisa e os sapatos e entrei na água. Nadei um pouco e voltei para meu

estúdio improvisado, lamentando não dispor de um chuveiro. Almocei uma

refeição instantânea e peguei a câmera fotográfica, pronto para a caminhada de

seis quilômetros até a extremidade sul da ilha.

Ao cruzar aquela estreita ilha-barreira, percebi por que o povoamento se

restringiu à extremidade superior. O terreno não passava de um implacável

amontoado de dunas entremeadas por bolsões de água empoçada que em nada

lembravam os vibrantes pântanos da Flórida. Aqui havia lagoas lúgubres e

estéreis, onde apenas os mosquitos proliferavam. Nuvens desses parasitas

começaram a me atacar e passei mais tempo espantando-os do que

fotografando.

Como o cenário não se alterava, desisti do objetivo na metade do

caminho. Decidi fotografar apenas as construções antigas e as praias com seus

ocasos e alvoradas. Arrastei-me de volta à cidade abandonada, planejando escrever um pouco antes do anoitecer. Entretanto, não consegui me concentrar

no trabalho. Fiquei observando da janela as garras da noite tomarem a cidade,

pensando na mulher dos meus sonhos e comparando sua beleza a todas as outras

que já conheci.

Inquieto, caminhei pela praia sob o crepúsculo cinzento. Segui pelo lado

oceânico, ao longo da baía. Já me aproximava do velho armazém quando ela

surgiu da escuridão sob o píer. Vestia o mesmo vestido que embelezara suas

suaves curvas na noite passada. Seus cabelos lisos tremulavam ao vento, numa

visão rara. A palidez era o único senão, a única mácula que a separava da

perfeição.

Como da primeira vez, seus olhos escuros me procuraram em súplica

silenciosa.

― Podemos ir agora? ― Perguntou. ― Eles com certeza estão se

afogando por aqui.

Supus que ela tivesse morado na ilha por algum tempo. E embora eu

estivesse convencido de que a noite anterior fora um sonho, uma parte de mim

ansiava que aquilo fosse real, que houvesse nova oportunidade de observar sua

bela imagem novamente. E lá estava ela diante de mim.

― Onde eles estão? ― Perguntei, quase sem fôlego.

A bela apontou para o outro lado da baía, onde um raio de luar se agitava

por sobre as águas.

― Eles estão ali! Que tempestade terrível!

E, por um instante, eu vi. Ondas rugindo a cinco metros de altura, a chuva

prateada despencando em lâminas sólidas, os escaleres jogados para lá e para cá

pelo oceano furioso, como rolhas descendo pelo bueiro. Senti meu rosto

empalidecer.

― Por favor, corra, senhor. Meu pobre Benjamin está lá!

A moça passou por mim e agarrou minha mão. Ela era concreta, não

uma mera ilusão encantadora. Meus sentidos rodopiavam, audição, tato e visão

embaralhados. Eu estava fascinado por sua beleza e proximidade, e mortificado

pela visão da tempestade. Deixei-a me conduzir e suas súplicas competiam com

o rugido do vento inclemente. Nos momentos em que conseguia desviar os olhos

dela, eu espiava o litoral à nossa frente.

Um barco estava abicado na praia, a popa banhada pela espuma do mar.

As ondas ficavam mais fortes, quebrando com raiva e avançando sobre a areia

cada vez mais. Os primeiros pingos de chuva espetaram minha pele, mas o céu

estava quase sem nuvens. Não questionei esses acontecimentos inverossímeis.

Pensava em nada além da mão delicada, mas forte, que pegava a minha, e em

como eu ansiava que elas jamais se soltassem.

Aproximamo-nos do barco e ela começou a tentar devolvê-lo à água. A

chuva havia apertado. Seu vestido molhado aderiu ao corselete que lhe cingia a cintura e seus cabelos caíam em cachos selvagens sobre as costas. Devo tê-la

encarado atônito por alguns instantes, pois ela se virou para mim e ralhou:

― Venha, me ajude! Não temos muito tempo!

Corri para seu lado, empurrei a proa com toda a força e senti o barco

começar a deslizar. Um vagalhão tremendo liberou o casco da areia. Ela

embarcou pela lateral, fazendo um sinal para que eu a seguisse. A tempestade

caía com violência e o vento ficara tão forte que eu mal conseguia ficar de pé.

Em meio à escuridão, eu não conseguia mais enxergar o navio adernado nem os

salvadores.

Amoça estendeu a mão a mim e implorou:

― Venha, não consigo remar sozinha. Benjamin está lá!

Ergui a mão para pegar a dela, mas me detive subitamente. Balancei a

cabeça negativamente, mais para mim mesmo do que para ela. Aquilo era

loucura. Pura loucura.

Um enorme onda quebrou e voltou em contracorrente, puxando o barco e

a moça para o mar. Minha última visão foisua boca aberta e seus olhos

arregalados, em contraste com a palidez de seus belos traços. E assim ela

desapareceu sob a tempestade. Afastei-me da maré crescente, protegendo o

rosto com os braços contra a chuvarada ofuscante. Cheguei às dunas e

atravessei-as, desajeitado, até me ver entre as casas de Portsmouth. Tombei

exausto ali mesmo.

A tempestade cedeu tão subitamente quanto surgira. Quando abri os olhos,

a lua estava no céu e a brisa dobrava a vegetação gentilmente contra a minha

pele. Fiquei ali, desorientado, e olhei para a baía. O mar estava plano como

vidraça.

Caminhei entre as construções vazias, de volta para o quarto. É claro que

eu estava sonhando. Logo eu despertaria e veria um artigo escrito pela metade,

um monte de latas vazias e roupas sujas, a minha cara com a barba por fazer. É

claro que eu estava sonhando.

No entanto, acordei com as roupas encharcadas de água salgada.

Passei o dia seguinte vagando pela cidade. Esqueci completamente do

trabalho, larguei a câmera na bolsa lacrada. Repeti a mim mesmo que só faltava

uma noite e então o barco chegaria para me rebocar de volta à sanidade, ao

mundo normal. Eu não iria me permitir enlouquecer naquela sombria cidade-
fantasma.

Acabei topando com o cemitério e atravessei impulsivamente os portões

enferrujados. Voltei ao lugar onde vi a jovem pela primeira vez. Na luz brilhante

do dia, o sol refletido em areia e mar, enxerguei com clareza alguns detalhes que

não fora possível observar naquela primeira noite na ilha. Duas lápides eram

idênticas no formato e no grau de envelhecimento.

Na primeira, lia-se “Benjamin Elijah Johnson, 1826-1846” e, logo abaixo

e em letras menores, “Desaparecido em Mar”. Na segunda, logo ao lado, a frase

gravada em alabastro dizia “Mary Claire Dixon, 1828-1846”, com o mesmo

epitáfio da outra.

O mais estarrecedor eram as mãos entalhadas nas lápides. A mão na

lápide de Benjamin Johnson, embora desgastada por mais de um século e meio

de intempéries, claramente se estendia para a esquerda, em direção ao túmulo

de Mary Dixon. A mão de Mary, gravada em baixo-relevo, delgada e graciosa,

se estendia para a direita, como se ansiasse por um último carinho. Nada era

mais pungente do que aquele arranjo eterno.

A mão de Mary. Botei os dedos sobre os dela, explorando-os suavemente.

Eu conhecia aquelas curvas e sulcos, aqueles dedos esguios que o escultor

reproduzira tão habilmente. Eu havia segurado aquela mão.

Não sei quanto tempo fiquei no cemitério. As sombras começaram a se

alongar, a brisa mudou de direção, e eu tinha consciência de que, se não saísse

logo, ficaria para sempre enraizado ali. Desliguei-me do par de túmulos e corri

de volta para o quarto. Resolvi que não sairia mais. Ficaria lá, no saco de dormir

ou na cadeira de balanço, até o retorno do barco.

Naquela noite, muitas nuvens vieram de sudeste. Os ventos chacoalhavam

as persianas que restavam na velha casa. Desejei com todas as forças que o

tempo melhorasse, para que o barqueiro não perdesse a coragem. Mas, da janela

alta, vi a tempestade se aproximar da ilha e os ventos urrarem com o início da

chuva. Um relâmpago iluminou o céu de carvão, revelando-a no pátio abaixo.

Minha Mary.

Ela olhou para mim com aqueles olhos arrebatadores, os cabelos longos

escurecidos pela chuva, a graciosa silhueta coberta pelo majestoso vestido. Senti

o coração palpitar, acelerado por medo e desejo. Um segundo relâmpago

mostrou que ela acenava para mim. Tentei desviar o olhar, mas não consegui.

Ordenei que meu corpo ficasse naquela janela, mas minhas pernas

tomaram vida e me carregaram pela escadaria. Desci, pé ante pé, em

apavorante expectativa. Quando cheguei ao térreo, a tempestade havia piorado e

a casa inteira tremia sobre os pilares instáveis. Mary me aguardava na varanda.

― Você vem?

― Mary.

Ela fez que sim em silêncio, virou-se e correu para o meio da tormenta.

Fui atrás dela, disparando ensandecido por Portsmouth, esbravejando aos

céus, vomitando impropérios que se dispersavam em meio à tempestade. A

ventania, batendo nas casas vazias, soava como a risada de uma grande plateia.

Corri em direção à praia, onde eu sabia que estava o barco.

Mary já o havia lançado ao mar e fazia sinais para mim com o remo.

Lutei contra as ondas, mas finalmente alcancei a popa e subi a bordo. Ela empunhava um par de remos, com as costas arqueadas, e mergulhava a madeira

nas águas turbulentas. Havia mais um par de remos, que agarrei

desajeitadamente, tentando acertar as remadas ao ritmo dela.

Aquilo era inútil, e eu sabia. Éramos dois contra a força do oceano, dois

contra a natureza, apenas dois. Mas eu não me importava. Eu só queria saber de

Mary, agradar Mary, estar com Mary.

Mais relâmpagos cortaram os céus, iluminando a já conhecida cena do

veleiro adernado e dos botes em perigo. Não sei se foi fruto de minha

imaginação, mas vi um homem de pé na proa de um dos barcos, acenando para

nós. Com certeza foi a minha imaginação.

― Benjamin! ― Gritou Mary, olhando por cima dos ombros tensionados.

Uma onda se encrespou ao nosso lado e o sal machucou meus olhos, meu

nariz e minha garganta. Mary continuou:

― Reme mais rápido! Temos que salvar Benjamin!

E se salvássemos? Se, de alguma forma, conseguíssemos vencer a

brutalidade do mar e nos aproximar do bote, e se por algum milagre

conseguíssemos voltar à praia, o que aconteceria?

Mary teria de volta seu Benjamin, e eu teria nada. Perderia Mary.

Parei de remar e nosso barco adernou. Mary percebeu que larguei os

remos.

― Ajude-me! ― Exclamou. Seus olhos transbordaram perplexidade e a

boca perfeita quedou entreaberta, gaguejando em silêncio.

― Não. Benjamin morreu. Você é minha agora.

Retomei os remos e comecei a remar de um lado só, até virar o barco de

direção. Eu esperava que Mary lutasse, que insistisse em remar para o lado

contrário, mas ela simplesmente largou os remos, deixando-os cair ao mar.

Ficou de pé no barco, em toda graça e glória, a beleza mais profunda já

criada. Sem dizer palavra, mergulhou no mar.

― Eu te amo! ― Urrei, sem saber se fui ouvido.

Esperei longos minutos que me pareceram horas, resistindo às correntes,

aguardando que ela emergisse. Um raio caiu novamente e pude ver que o veleiro

e os botes de resgate haviam desaparecido, vítimas do mar inclemente. Em cada

crista de onda, em cada jato de espuma eu enxergava uma renda do vestido de

Mary.

Ela não apareceu mais. Retomei os remos, completamente desorientado,

lutando para voltar a terra. Só me restava remar e remar, puxando o barco

inundado contra o mar que queria devorá-lo.

A tormenta logo cedeu, e me vi jogado na areia, tossindo água salgada. O

leste começava a se iluminar com os tons róseos da aurora. Ergui-me sobre os

joelhos com dificuldade e olhei para a baía. Não havia sinal de barco, de

naufrágio, de Mary.

Arrastei-me de volta ao casarão. Levei vários minutos para me entender

com as escadas e finalmente cheguei ao meu quarto, à minha cadeira de

balanço, à minha janela alta. Reassumi meu posto de vigia, um faroleiro dos

mortos.

Três dias se passaram, e continuo no meu posto.

Espero que o barqueiro tenha desistido de mim. Com tanto medo em seus

olhos ao vislumbrar os segredos da ilha, duvido até que ele tenha desembarcado

em terra. Fico imaginando se ele comunicaria meu desaparecimento ou se tinha

suas próprias regras, suas próprias obsessões. Até que alguém me ache, pode-se

passar uma semana ou mais.

Tempo bastante para que ela me encontre, se assim quiser.

O desejo tem algo de bizarro e destrutivo, algo de estranhamente belo.

Talvez essa seja a moral deste conto, que substituiu a matéria sobre turismo em

meu laptop. Quem encontrar este relato está autorizado a fazer dele o que quiser.

Esta história foi escrita há muitas décadas e apenas o final continuava em aberto.

O final.

Escuto-a agora, abaixo de mim, em passadas graciosas como o ritmo do

mar. Ela sobe a escadaria em espiral, cada vez mais próxima.

Talvez seja apenas o vento fazendo ranger a madeira velha.

Não sei o que mais temo.

Sua chegada em rendas e fúria ressentida?

Ou sua ausência, me privando da visão de sua beleza eterna e irreal?

Quase consigo ouvi-la agora.

Quase.

***

FIM


Fonte: http://lelivros.website/book/baixar-livro-espiritos-afogados-scott-nicholson-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/

Detalhes Sobre O Que É Contos E Fabulas.

Contos - são histórias inventadas por alguém. Existem também os contos tradicionais que são aquelas histórias que ninguém sabe ao certo quem inventou e que são transmitidas de geração em geração e muitas vezes ficam conhecidas por algum autor que criou a sua versão da história e a reinventou.
Fábulas - são pequenas histórias escritas para transmitir algum ensinamento de vida

Warning! English tales and stories.

Who is the United States, and does not understand Portuguese , from tomorrow post tales and stories in English and perhaps Spanish, I hope you like because it will be dedicated to the people who  Look my blog from other countries.

Aviso! Contos e Histórias em Inglês.

Para quem é dos Estados Unidos, e não entende o português, a partir de amanhã postarei contos e histórias em Inglês e talvez em espanhol, espero que goste, pois vai ser dedicado para as pessoas que olham meu blog de Outro País.

Verdadeiro eu diante de um amor - Capítulo 3- Será divertido.

Depois daquele momento em que Midorima passou ao lado de Mei, ele pôde conhece-la um pouco mais, descobriu que ela era emancipada dos pais, assim como os rapazes.
Com a jovem entregue, caminhou tranquilamente até sua casa, que não era tão longe da casa da garota. Quando chegou tomou banho e deitou-se, depois de um curto tempo, estaria a dormir profundamente.
Na manhã seguinte, pensava com si mesmo durante o banho sobre algo que havia ocorrido a uns dez minutos.

(Midorima On)
Aquele sonho que tive com ela foi tão real, eu via perfeitamente seu rosto, estava completamente encantado, até o momento que despertei e entrei na realidade, me deparei com a cabeça de outro cara na minha cama, era Kise, que por um motivo estúpido invadiu minha casa de madrugada, e em vez de dormir no outro quarto para pelo menos me mostrar que ainda restava senso naquela cabeça dele, ele me faz o favor de dormir ao meu lado!
Francamente…isso é tão frustrante, passar a noite tendo um ótimo sonho, para acordar e me deparar com a cabeça de outro cara, realmente desanimador, sinceramente, o que estou fazendo da minha juventude?!
(Midorima Off)

Dez minutos antes…

Midorima acorda, logo olha para sua esquerda, não acreditando no que estava a ver, vestiu os óculos e novamente olhou, era Kise, estava coberto até o pescoço, dormia tranquilamente.

-Kise! O QUE É ISSO?! - exclamou Midorima o empurrando

-Ah…Midorimacchi, bom dia…-disse sonolento

-COMO E POR QUE?!

-Pela janela e esqueci as chaves de casa no armário do colégio…-respondeu Kise se cobrindo até a cabeça.

-Você é idiota ou o que?! Estamos no segundo andar e a janela estava fechada! -Falou Midorima puxando o lençol de kise na tentativa de descobri-lo

-Nunca ouviu o ditado? "Porta fechada, não é porta trancada. "

-O que?! Isso nem é considerado um ditado popular seu…-puxou completamente o lençol de kise, revelando que o rapaz estaria a usar as roupas de Midorima- POR QUE ESTÁ USANDO MINHAS ROUPAS?! TOMOU BANHO ANTES DE VESTI-LAS…certo?!

-Eu já te falei…as chaves Midorimacchi e, sim, eu tomei…sabe Midorimacchi-começou Kise se sentando de frente para o tal

-O que? -Perguntou rispidamente o olhando de forma fria

-Garotas ficam mais bonitas quando se apaixonam, já os rapazes, como no seu caso, ficam muito estranhos, você não tem noção das coisas que ficou dizendo durante a madrugada, você provavelmente ia achar elas constrangedoras, sem falar que você saía e voltava da cama a todo instante, foi difícil dormir ao seu lado, mas fazer o que? Eu queria um lugar quentinho para dormir, então tive que suportar.

A cada palavra de Kise, Midorima ruborizava e não sabia onde esconder a cara, logo encontrou uma saída para cortar o assunto.

-Ora seu…! Além de invadir minha casa, ter dormido confortavelmente, usado minhas roupas limpas, ainda reclama! -Falou enquanto o empurrava para fora do quarto -Fique na sala até eu me arrumar, depois você sobe e se arruma!

-Midorimacchi!

Fechou a porta na cara de kise
Para Mei, tudo ocorreu tranquilamente em sua casa, no caminho para o colégio, dava largos passos, queria mostrar seu relatório para Momoi o avaliar.
Novamente naquele semáforo, Mei não prestava atenção, foi atravessando com o sinal ainda fechado para pedestres, quase foi atropelada, se não fosse por uma mão direita a puxa-la pela cintura de volta para a calçada.

-Acho que devia prestar mais atenção ao seu redor, apressadinha-falou Murasakibara ainda a segurando

-Desculpe Murasakibara…obrigada se não fosse por você…-disse com as bochechas levemente coradas

-Ah, sim desculpe…-a soltou

-Tudo bem…-sorriu

Logo o sinal abre e ambos voltam a andar.

-Murasakibara…como são abordados os arremessos de Midorima?

-A bola nunca havia encostado no aro, até ontem, se você acha que foi por sorte, tenho certeza que está certa, já que ele é supersticioso e as previsões que ele vê de seu signo sempre dão certo, principalmente quando ele trás um item da sorte…

-Item da sorte?? -Perguntou ainda caminhando

-Sim, são coisas aleatórias, ontem por exemplo, era uma lista telefônica.

-Lista telefônica?! -Disse surpresa segurando o riso

(Murasakibara On)
Podemos parar de falar sobre ele? Eu não quero falar de outro cara, por favor, não me faça essas perguntas…
(Murasakibara Off)

O caminho foi divertido para ambos, principalmente para Mei que pode se relacionar com outro colega de sala.
No colégio as aulas e os intervalos foram passivos, o treino a tarde teve uma duração Menor já que todos passaram um tempo procurando Murasakibara, ele estava dormindo embaixo de uma árvore, no jardim do colégio.
Quando o treino terminou, todos decidiram ficar na quadra, Mei e Momoi foram comprar algumas bebidas, kise e Akashi decidiram acompanha-las, durante o caminho novamente kise começou.

-Pequena Mei, o que acha do Midorimacchi? E do Murasakibaracchi?

-Ryouta, que perguntas são essas? Não são do tipo que se faz diretamente - falou Akashi

-Akashicchi! Eu preciso saber! é importante!

-Por que só os dois? Temos seis rapazes kise…-riu meiga

-Responda Pequena Mei!

-Ryouta, não a precione, como ela pode ter uma opinião formada sobre os dois, sendo que chegou a dois dias?

-Bom acho que eles tem uma opinião muito bem formada sobre ela-sorriu de canto

-Impossível, você está exagerando - insistiu Akashi- Daimyozamurai, não precisa responder a essa pergunta, que na minha opinião é um tanto quanto pessoal.

-Mas Akashicchi!

-Obrigada Akashi por dar um fim nesse assunto…-novamente riu

Logo chegaram numa loja de conveniências, onde compraram bastante bebidas, dividiram o peso da compra e os rapazes levaram as sacolas, no colégio, ficaram conversando e bebendo por um bom tempo, Momoi e Mei tentavam jogar basquete como os garotos, Akashi, Kuroko e Murasakibara foram ajuda-las quando notaram suas dificuldades.

(Mei On)
Eles realmente são gentis e pacientes, conseguem manter a calma com nós duas que somos um zero à esquerda na parte prática do basquete, me diverti bastante, Murasakibara parece muito mais animado do que costumo ver…
(Mei Off)

(Midorima On)
Assisti aquela cena ainda mais frustrado do que hoje cedo com kise na minha cama…ela estava feliz mas não ao meu lado…
Mas o que estou pensando?! que egoísta! Se eu a amo devo querer sua felicidade acima de tudo, de qualquer forma…tenho um concorrente, Murasakibara…vai ser divertido concorrer com você…já lhe aviso que não pretendo perder…
(Midorima Off)

Aviso!- Breve, Em Busca Da Espada De Shankar.

Essa história, é baseada numa aventura de três partes, aonde um grupo de aventureiro embarca numa grande viaje para procurar e levar para o Museu, a espada de Shankar Serar que eles conseguem?.

Não tem data para a estreia, essa história é de minha autoria e ainda está em fazes de reprovação.

Aguardem...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O Patinho Feio.

ERA UMA VEZ uma mamã pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!

Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…

Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamã pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.
- Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamã pata.
- Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.

Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.

Mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.

Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:
- Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.
O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!
- Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.

O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.
Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.
- Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.
- E é tão bonito! Dizia outra.
Bonito?... De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio.
De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne.
- Oh!... Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.

Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!
A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre!

O Gato Das Botas.

ERA UMA VEZ um velho moleiro que tinha três filhos. Antes de morrer, reuniu os seus filhos e diante deles dividiu os seus bens pelos três.

Ao filho mais velho, o moleiro deu-lhe o moinho. Ao filho do meio deixou-lhe o burro. E ao mais novo entregou-lhe um gato.

O filho mais novo, com o gato no seu colo, comentou desiludido:

- Que vou eu fazer com um simples gato?

Qual não foi a sua surpresa quando ouviu o gato responder-lhe:

- Se me deres umas botas pretas, um fato e um saco, farei de ti um homem rico!

Assim fez o rapaz e o gato, todo aperaltado, partiu deixando o seu novo dono muito baralhado.

O gato das botas dirigiu-se ao bosque e caçou duas perdizes, que meteu dentro do saco. Dirigiu-se depois ao castelo do rei e ofereceu-as ao rei, em nome do seu amo, o marquês de Carabás.

Dia após dia, o gato continuou a oferecer presentes ao rei, em nome do marquês, o que fez com que o rei ficasse curioso em saber quem era o marquês de Carabás.

Numa bela tarde, enquanto o rapaz e o seu gato descansavam à beira rio, a carruagem do rei aproxima-se. O gato, rapidamente acorda o seu amo e diz-lhe para se despir e atirar-se ao rio. O rapaz, meio confuso, faz o que o gato lhe diz. Então o gato das botas corre em direção à carruagem, com ar aflito, e grita:

- Socorro majestade! Roubaram as roupas ao meu amo, o marquês de Carabás!

O rei, reconhecendo o nome do marquês, pára prontamente e empresta ao jovem nobres roupas, oferecendo-lhe boleia até à sua casa. O jovem entra na carruagem, meio embaraçado e aflito, pois não sabia o que dizer, sentando-se entre o rei e a sua bela filha, que o acompanhava.

O gato prontamente indica o caminho ao cocheiro do rei e, depois de a carruagem arrancar, corre desenfreado até às terras junto ao castelo do ogre.

Quando lá chegou, viu os camponeses, a quem disse:

- Se querem livrar-se do Ogre malvado, quando o rei passar digam que todas estas terras pertencem ao marquês de Carabás.

E continuou a correr, em direção ao castelo. Quando chegou, encontrou o ogre, que era o dono de todas aquelas terras, sentado a descansar. O ogre ao vê-lo, perguntou:

- Quem és tu? E que fazes no meu castelo?

Ao que o gato respondeu:

- Eu sou o gato das botas, um humilde servo vosso… ouvi dizer que possuís poderes mágicos. É verdade? Será que vós conseguiríeis transformar-vos num leão?

Ao ouvir isto, o ogre transforma-se imediatamente num enorme leão!

O gato, cheio de medo, responde:

- Que maravilha… mas será que conseguiríeis transformar-vos num minúsculo ratinho?

E o ogre, orgulhoso e imprudente, transforma-se logo num pequeno ratinho. O gato das botas, sem perder tempo, salta em direção ao ratinho e come-o.

Nessa altura, chega o coche do rei às portas do castelo, e o gato das botas dirige-se a eles para os receber:

- Bem-vindo ao castelo do meu amo, o marquês de Carabás!

O rei, impressionado com a simplicidade do jovem rapaz, que se encontrava ao pé da porta admirado, convida o agora marquês de Carabás a casar com a sua linda filha. O rapaz aceita e vive feliz para sempre acompanhado da sua bonita princesa e do seu fiel gato.

A Tenebrosa Noite De Tempestade.

A Tenebrosa Noite de Tempestade

Era uma noite chuvosa quando um pai e sua filha voltavam do hospital onde ficaram o dia inteira na espera que a esposa e mãe estava internada. Uma grave doença desconhecida consumia sua vida e os médicos não sabiam o que fazer.

Como o hospital era longe, eles tinham que cruzar uma longa estrada escura que cortava um grande bosque. O som da chuva batendo no teto do carro , fazia um barulho relaxante e a garota começou a cochilar.

Repentinamente um grande estrondo fez-se ouvir. O trovão veio forte e um relâmpago iluminou a noite. O pai segurou firme o volante e o carro derrapou na estrada molhando até bater em um barranco.

Após verificar se sua filha não estava machucada o homem decidiu sair do carro para ver os estragos que o veículo havia sofrido. Os dois pneus dianteiros estavam furados e uma das rodas amassada.

- Parece que passamos por cima de algo grande na estada. – disse o homem.

A filha, debruçada na janela, perguntou receosa:

- Mas você pode consertar pai?

- Não – disse o homem balançando a cabeça. – Eu só tenho um estepe e vou ter que voltar a pé até a cidade para encontrar alguém que possa nos rebocar, não é longe daqui. Você pode esperar no carro até eu voltar.

- Tudo bem. – disse ela . – Mas não demore muito tempo.

O pai percebeu o medo nos olhos de sua filha e afirmou que iria o mais rápido possível.

A filha olhou pelo vidro de trás até ver o pai desaparecer , andando pela estrada no meio da noite.

Havia passado mais de uma hora e o homem ainda não tinha retornado. A garota começou a ficar preocupada, qual seria o motivo de tanta demora? Será que seu pai não havia encontrando nenhum reboque? O medo de ficar naquela estrada escura aumentava cada vez mais até que ela viu um vulto ao longe, vindo pela estrada.

Inicialmente ela ficou alegre, pois pensou que fosse seu pai, porém a alegria inicial foi virando medo quando ela pode perceber que era um homem estranho que vinha andando pela estrada. Agora, mais perto e iluminado pelos eventuais relâmpagos podia ver que se tratava de um homem alto, vestindo macacão e com uma barba em torno do rosto. Notou que algo grande estava sendo carregado em sua mão esquerda.

A garota começou a ficar nervosa e rapidamente trancou todas as portas do carro, após fazer isto e se sentir mais segura olhou para fora: o homem havia parado e olhava fixamente para ela a uma distância alguns metros.

De repente ele levantou o braço e a menina soltou um grito horripilante. Seu corpo todo tremia, as lágrimas invadiram seus olhos e apavorada viu que na mão esquerda o homem segurava a cabeça decepada de seu pai.

Seu coração batia aceleradamente e ela gritava sem parar. A expressão grotesca deu seu pai era horrível. A boca estava entreaberta com a língua de fora e os olhos estavam todos brancos.

Do lado de fora, colado em sua janela o homem olhava com raiva para ela. Seus olhos estavam injetados de sangue e seu rosto era coberto de cicatrizes. . Por um breve momento ele ficou sorrindo para ela como se fosse um louco, então lentamente ele colocou a mão no bolso e tirou algo e agitou para que ela visse.

Na sua mão estava as chaves do carro do seu pai...

A Raposa e o Tanuki.

Muito, muito tempo atrás, uma raposa encontrou um tanuki.
“Como vai tudo, Tanu-kun? Quando se trata de transformação nós dois somos os melhores do mundo, mas eu imagino quem seria o número um, eu ou vocêf?”

O tanuki não respondeu, mas apenas apontou para o próprio peito.

“O que você quer dizer? Você acha que você é o melhor transformador?”

“Isso é certo”, disse o tanuki. Então, eles decidiram ter um concurso de metamorfose.

Uma vez que foi decidido, a raposa não perdeu tempo. “Se eu não superar esse tanuki metido”, pensou a raposa, “será uma vergonha para a fama das raposas.”

Só então a raposa notou uma pedra memorial em pé ao lado da estrada. Assim, a raposa ficou bem próximo a ela e se transformou em uma estátua de Jizo-sama.

Estátua de Jizo no templo de Nenbutsu em Kyoto : http://www.otagiji.com/

Em pouco tempo, o tanuki apareceu. Este tanuki tinha um hábito curioso – sempre que via Jizo-sama, ele ficava com fome e comia o almoço que ele estava carregando. Neste dia não foi diferente.

“Meu Deus, eu estou com tanta fome. Acho que vou almoçar.”

O tanuki pegou o almoço que ele estava carregando em suas costas e tirou alguns bolinhos de arroz. Ele colocou um diante de Jizo-sama como oferenda, e inclinou a cabeça.

Talvez ele tivesse orado “que a raposa será vencida no concurso de transformação.” Mas, quando ele levantou a cabeça e abriu os olhos, foi pego de surpresa. O bolinho de arroz que ele tinha oferecido não estava mais lá. Isso foi estranho. Pensando nisso, ele se perguntou se talvez ele realmente não tivesse feito a oferta. Então ele com muito cuidado colocou outro bolinhol em frente à estátua de Jizo-sama. Ele abaixou a cabeça, orou “Namu Amida Butsu, Namu Amida Butsu” e levantou a cabeça imediatamente. O quê? O bolinho tinha sumido!

“Isso não está certo!”

O tanuki colocou mais um bolo de arrozna frente de Jizo-sama, disse rapidamente: “Namu Amida -” e levantou a cabeça antes que pudesse sequer ter a certeza que ele tinha realmente abaixado. O que ele viu foi Jizo-sama com um bolinho de arroz meio comido em uma das mãos.

“Ei!” o tanuki gritou, e agarrou o braço de Jizo-sama. O que havia sido Jizo-sama voltou à sua forma habitual, a raposa.

“O que é tudo isso, Kitsune-san?” perguntou o tanuki.

“Agora é a sua vez”, respondeu a raposa. O tanuki pensou por um momento, e levou de volta o que restava do bolinho antes de falar.

“Cerca de meio dia de amanhã eu me transformar no senhor do castelo e passar por aqui, e então olhar de perto.”

E assim, a raposa ficou esperando lá no dia seguinte. Finalmente, ele viu a procissão do senhor vindo em sua direção.

Primeiro vieram os varredores gritando “Abaixo! Todo mundo no chão!” Depois disso veio uma longa fila de samurai, e, em seguida, a liteira em que o senhor estava sentado. A raposa estava cheio de admiração, e correu para a liteira do senhor, sem sequer pensar mudar para a forma humana.

“Senhor Tanu, senhor Tanu”, ele chamou, “você me venceu.”

No entanto, a procissão não era uma transformação do tanuki, e sim uma procissão de verdade. E assim, um dos samurais carregando um grupo correu para a raposa. A surra que raposa levou foi severa. E de verdade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Contos Fabulosos-#03 A Cigarra e a Formiga 2

Tendo a cigarra cantado durante o verão,
Apavorou-se com o frio da próxima estação. 
Sem mosca ou verme para se alimentar, 
Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, 
pedindo-lhe alguns grãos para agüentar
Até vir uma época mais quentinha! 
"Eu lhe pagarei", disse ela, 
"Antes do verão, palavra de animal, 
Os juros e também o capital." 
A formiga não gosta de emprestar, 
É esse um de seus defeitos. 
"O que você fazia no calor de outrora?" 
Perguntou-lhe ela com certa esperteza. 
"Noite e dia, eu cantava no meu posto, 
Sem querer dar-lhe desgosto." 
"Você cantava? Que beleza! 
Pois, então, dance agora!"

Verdadeiro Eu Diante De Um Amor- Capítulo 2 - O céu que apreciei ao seu lado

Depois daquele momento que Midorima e Murasakibara passaram "paralisados", todos guardaram o material que usaram no pequeno treino, trocaram suas roupas e foram para a sala onde tudo ocorreu de forma tranquila.
No primeiro intervalo, os rapazes se juntaram numa mesa para comerem, como de costume, Mei e Momoi chegaram um pouco depois, Momoi novamente puxava Mei pelo braço, óbvio que a jovem estava sem graça de sentar no meio de rapazes que havia acabado de conhecer:

-Momocchi, você trouxe a Pequena Mei! Como estou feliz! - Disse kise abraçando fortemente a garota enquanto esfregava sua bochecha na dela

-"Pequena Mei"?! -Disse a mesma surpresa

-Hey Kise deixe-a comer!-exclamou Momoi chutando diversas vezes a Perna de Kise

-Momocchi, pare de ser egoísta! Você quer que eu saia de perto dela, só para você sentar aqui! -Resmungou o rapaz apertando ainda mais a garota

-Kise, você é barulhento demais…solte-a, é tão difícil? -Falou seriamente Midorima como se apenas estivesse incomodado com o barulho que Kise estaria a fazer -Vai assusta-la em seu primeiro dia de aula, que impressão você acha que e-ela terá de…nós? - as bochechas de Midorima ruborizaram e ele parou de falar.

(Midorima On)

Droga! Nossos olhares se encontraram e eu gaguejei! O que é isso?! É apenas uma garota!
(suspiro)

Que faz meu coração bater rapidamente só de olhar-la…
Pare de me olhar! Não vê que estou sem jeito?!

(Midorima Off)

(Mei On)

Midorima falando daquele jeito parecia até um pai protetor, um irmão mais velho ou, até mesmo, um namorado ciumento, não conseguia parar de olhar para ele, pelo jeito estava tão concentrado em dar o sermão que não notou até nossos olhares se cruzarem, neste momento eu se calou e repentinamente suas bochechas coram, que fofo! Acho que ficou envergonhado de agir assim na frente dos amigos.

(Mei Off)

O primeiro intervalo foi bem agitado com a presença de kise, depois retornaram as aulas. No segundo intervalo, a situação foi menos agitada, já que Momoi teria ido até o jardim com Mei para lhe dar mais algumas instruções sobre o que ambas fariam durante o treino que aconteceria naquela tarde.
Logo, era o fim da última aula, as meninas chegaram mais cedo que os rapazes, pois teriam de pegar algumas toalhas e as bolas que eles usariam numa sala onde só havia artigos esportivos

-Momoi…quantas toalhas devemos pegar?? -Perguntou Mei

-Bom…geralmente eu não conto quantas eu pego, apenas vou pela quantidade que me passa pela cabeça- sorriu sem jeito colocando a destra atrás da nuca

-Sério? E nunca faltou? -Questionou Mei pegando várias toalhas de uma vez.

-Sim, já faltaram algumas vezes e outras sobraram -Dizia puxando um enorme carrinho cheio de bolas de basquete.

-Por que não conta quantas foram usadas?

-Eu já fiz isso, mas não deram conta, desde então vou pela sorte.

-Ousada- disse rindo meiga enquanto saía da sala

-Só um pouquinho- riu junto- preste atenção no treino de hoje, pois amanhã vou querer um relatório, certo?

-Certo! -Disse determinada.

Chegando na quadra, lá estavam os rapazes a se aquecer para começarem, Mei deixou as toalhas no banco e Momoi levou as bolas até os mesmos.
Quando iniciaram, Mei observava todos com muita atenção, notara que Midorima estava distraído,ele acertava os arremessos por sorte.

-Será que ele está bem? Bom, eu não conheço o modo que ele joga, não posso tirar minhas conclusões- falou para si mesma

O treino termina depois de duas horas, os rapazes arrumaram tudo novamente, se trocaram e foram embora, Momoi fizera o mesmo, Mei permaneceu na quadra, queria acabar o relatório o quanto antes, Midorima ficou para pegar alguns pertences em seu armário, enquanto caminhava em direção à saída, percebe que as luzes da quadra estariam acesas, curioso, foi até o local, quando chegou viu Mei sentada num canto com seus materiais, escrevendo algo na prancheta.

(Midorima On)
Está quieta, parece um pouco tensa, mesmo assim é adorável, ainda mais agora que prendeu sua franja com uma presilha, revelando seu outro esverdeado olho.

-Precisa de ajuda?Parece estar com dificuldades- Falei me aproximando

-Ah! Olá Midorima, está tudo sob controle -disse na tentativa de esconder seu problema

Mentirosa…assim que ela terminou de falar, tirei a prancheta de suas mãos: ela havia escrito apenas duas linhas.

-Sob controle né? -Falei ironicamente lhe devolvendo a prancheta.

-M-Midorima, tudo bem eu terminarei…

-Vamos, me dê um espaço…-Falei me sentando ao lado dela.

Eu pedi para que ela me explicasse tudo, começou a falar enquanto falava o doce cheiro de seu shampoo invadiu meu nariz, era doce como sua voz, quase me perdi naquele momento, mas me conti e prestei atenção à sua explicação, dada às informações necessárias eu a auxiliei e em menos de vinte minutos, já teria terminado, arrumou calmamente seus materiais e quando terminou com um sorriso me disse :

-Obrigada Midorima você me ajudou muito, bom, já…-

-Vamos…-falei olhando para ela.

-Para onde? -me perguntou inclinando levemente sua cabeça para a direita

-Ora! Para sua casa sua boba! Escureceu não notou? Vou te levar, é mais seguro…-respondi começando a caminhar

Ela correu um pouco para me alcançar, logo estávamos a caminho de sua casa, ficamos conversando sobre assuntos aleatórios,ela sorria a todo instante, me senti calmo.Em certo ponto do caminho olhei para o céu, estava mais bonito,mais brilhante, talvez seja porque foi o primeiro céu estrelado que presenciei ao seu lado, a garota pelo qual estou apaixonado, naquele instante queria que o tempo parasse só para apreciarmos aquele céu o quanto quiséssemos…

(Midorima Off)

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Anuncios

Tradutor

Quais os contos ou histórias que vocês indicariam para post?

Powered By Blogger

HISTORIAS PARA LER

Postagem em destaque

A Aluna Estrangeira.

Chama-se Salima, a nova da turma. Não é uma menina calada e tímida, como Gabi. Salima faz-se notada em todo o lado. Fala mais alto do que ...

Postagens populares